039O sorriso estampado no rosto de Rafael, de 5 anos, foi o retrato da terceira edição do Projeto "Niterói Down Click na Beleza", realizado, neste domingo (26/03), no Campo São Bento, que contou com a participação da Associação Fluminense de Amparo aos Cegos (Afac).  Ele foi uma das muitas crianças que estiveram na tenda instalada pela instituição para receber o público com atividades lúdicas.

O evento aconteceu dentro das comemorações pelo Dia Internacional da Síndrome de Down (21/03). Funcionários da associação também distribuíram material informativo e balões de gás. O projeto foi uma iniciativa do movimento social “Niterói Mais Humana”, coordenado pela primeira-dama Fernanda Sixel, em parceria com a Prefeitura de Niterói, APAE, AFAC, Pestalozzi e AFR.

“O importante é divulgar o trabalho que vem sendo realizado. Temos que mostrar que a pessoa com Down é capaz de ser inserido na sociedade. Dentro do tempo deles, claro. Mas é possível”, diz a secretária Elaine Araújo, de 45 anos, mãe de Rafael. O engenheiro Jeferson Lima, de 51, pai de Davi, de 3, também concorda. “Com eventos como esse você amplia a integração com a sociedade e a criança que tem Down”, acredita.

O objetivo do evento foi justamente promover ações que aumentem a autoestima da pessoa com Síndrome de Down, trazendo à tona o debate sobre a inclusão da pessoa com deficiência e informando os responsáveis, professores e outros, sobre os tratamentos e estímulos necessários para a formação de uma grande rede de apoio sobre essa temática.

“É preciso parceria para avançar, pois sem elas não vamos a nenhum lugar. As pessoas têm que ter conhecimento que existe um trabalho social sério. A inclusão está para além da escola, que está inserida nesse contexto para também atender as necessidades da pessoa com deficiência”, diz a pedagoga Luciene Bressan, de 53 anos, que é professora da Escola Estadual Júlia Cortines no departamento de crianças com distorção de aprendizado.

Hoje, exemplos bem-sucedidos de pessoas com Dow que se superaram socialmente são apresentados em diferentes áreas de atuação, como por exemplo, a artística e a esportiva.  Porém, ainda é necessário refletir e avançar para se quebrar preconceitos e criar mecanismos de inclusão. Por isso mesmo o evento contará ainda rodas de conversas, apresentação musical do Grupo Lekolé e um Show de Talentos com pessoas com Down.

Coordenadora técnica da Afac, a assistente social Joana Merat lembra que a pessoa com Síndrome de Down pode perfeitamente ser incluída em atividades cotidianas, no mercado de trabalho, na escola e no mundo dos esportes. “Já foi comprovado que com estímulo é possível que o paciente com Down tenha plenas condições de desenvolver suas potencialidades. É importante que a Afac possa estar participando dessas atividades”, frisa.

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