Diálogo no Escuro - 11_10_2016 (3)Cerca de 30 pacientes em processo de reabilitação da Associação Fluminense de Amparo aos Cegos (Afac) visitaram, nesta terça-feira (11/10), a exposição “Diálogo no Escuro”, no Museu Histórico Nacional, no Centro do Rio. O objetivo foi fazer com que o grupo participasse de uma vivência sensorial, proporcionando uma reflexão acerca das dificuldades e barreiras enfrentadas pela pessoa com deficiência visual.

A mostra, que já passou por 39 países, trabalha com temperaturas, texturas, aromas, sons e ventos que podem ser experimentados de uma nova forma em espaços que recriam ambientes corriqueiros. No Rio de Janeiro, ela se faz presente com um pouco da vibração das ruas recriada dentro do museu com um parque, uma feirinha, praças da cidade, um passeio pela praia e desafios como atravessar a rua, por exemplo.

O diálogo acontece durante e após o passeio, quando o visitante tem a possibilidade de conversar e tirar dúvidas com seu guia sobre questões relacionadas à deficiência visual. A ideia de levar os pacientes para o passeio partiu da assistente social, Joana Merat, e da terapeuta ocupacional, Patrícia Valesca, ambas funcionárias da instituição, que definem como sendo fundamental esse tipo de experiência.

“Além dos pacientes, pretendemos atingir seus familiares e acompanhantes, que são de suma importância nessa caminhada”, explica Patrícia. Joana completa: “Simular essa experiência em um ambiente do dia a dia também possibilita ao deficiente visual estar atento às nuances facilitadoras e prejudiciais na convivência com os espaços públicos”.

Para a estudante da Física da Universidade Federal Fluminense (UFF), Ana Beatriz Vaz de Azevedo, de 21 anos, esse é um momento onde todos podem aprender algo de novo. “É uma contribuição excelente quando o assunto é lidar com a com a deficiência sensorial, em especial a deficiência visual. Tínhamos que ter mais exposições como essa”, diz.

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